A Bike


Quadro


Rígida

 


Com suspensão na frente

 


Full-Suspension,

Geometria

Já passou a época das experiências. Hoje todas as marcas de renome têm modelos com geometria (ângulos) adequada. O que varia são os tamanhos que devem estar de acordo com a estatura do biker.

Para definir o tamanho correto da Mountain Bike de acordo com a sua estatura, use os seguintes parâmetros:

  1. Suba na bike e pedale com as duas mãos no guidom e com uma postura natural. O eixo da roda dianteira deverá ser visto entre o guidom e o canote do garfo. Se o eixo for visto à frente do guidom, a bike é pequena para você. Em caso contrário, se o eixo for visto atrás do canote do guidom então a bike é grande.
  2. Caso a bike tenha o tubo superior horizontal, coloque-a entre as pernas e tendo os pés no chão, verifique o espaço entre sua virilha e o tubo superior. Se o espaço for de aproximadamente três dedos, a bike possui o tamanho correto. Maior espaço significa bike pequena. Menor espaço, ou se ela tocar em sua virilha, significa bike grande.

Obs. As pessoas não possuem a mesma proporção entre o tamanho dos braços e das pernas, assim, a bike pode ficar boa na altura e não no comprimento ou vice versa. Neste caso, escolha pela altura e ajuste o comprimento mudando o tamanho da mesa e/ou tipo de guidom.

Além do tipo tradicional (duplo triângulo) existe uma infinidade de modelos de quadros, sendo uns bem exóticos.

Os materiais mais utilizados são aço e alumínio. Existem também quadro feitos com materiais especiais como: fibra de carbono, titânio e outros tipos de ligas.

Uma análise de todos os tipos e modelos de quadro ocuparia enorme espaço e demandaria muito tempo. Baseie sua escolha em uma marca de renome.

Peso

Independente do tipo de material o peso é um fator que está ligado diretamente ao preço final da bike. Quanto mais leve for a bike mais cara será, dentro da mesma categoria.

Uma Mountain Bike acima de 13 kg (sem acessórios) pode ser considerada uma Mountain Bike de baixa qualidade.

 




Suspensão

Lembra daquela bike de 100 reais? Ela não vem com suspensão dianteira e este item é obrigatório se você quer certo conforto e segurança - isso mesmo segurança. As suspensões nos tiram de muitos sufocos e evitam acidentes quando nos deparamos com irregularidades imprevistas.
  

Suspensões dianteira

                 

suporte simples suporte duplo Bengala única

A suspensão dianteira é um item original de muitos modelos de Mountain Bikes e também é possível colocá-la em bikes que originalmente não a possuem. Já a suspensão traseira não é adaptável, ou seja, a bike vem com ela ou não.

O sistema de amortecimento pode ser por elastómero, mola, ar ou uma combinação destes. Nas suspensões mais avançadas há um sistema hidráulico com óleo incorporado para controlar o retorno e também sistema de travamento da suspensão

Existem diversas configurações externas para a suspensão dianteira, a mais comum é a de duas bengala e suporte simples.

Quanto mais sofisticada e/ou leve mais cara será a suspensão.

Hoje existem muitos modelos de Mountain Bike com suspensão dianteira e traseira. Estes tipos de bikes são chamadas de "full-suspension". Você poderá encontrar este tipo de bike com boa qualidade com preços à partir de 8.000 Reais.

Toda Full-suspension é melhor que uma hard Tail na mesma linha de componentes nas questões de conforto e segurança.

 

Uma Mountain Bike full-suspension é confortável, segura e divertida.
Se você puder tenha uma.

 


Freios

    

Hoje em dia o freio a disco é padrão, os antigos freios V-brake equipam apenas bikes de baixo padrão, mas os freios V-brake de boa qualidade são bastante eficiente


Câmbios

SRAM XX 10 Speed Rear Mech

São a alma da bike, o que mais incomoda é um cambio que desregula facilmente, assim investir neste item é muito importante.

Um cambio traseiro simples e não adequado à pratica do Mountain Bike custa por volta de 30 reais, já um top de linha passa facil dos 800 reais, mas um cambio com bom custo beneficio fica entre 180 e 250 reais.

Câmbios dianteiros

O câmbio dianteiro pode ser um modelo de nível médio, mas o traseiro é bom ser um modelo superior ou top.

Trocadores

Existem dois tipo de trocadores:

Por alavanca também conhecidos como rapidfire (Shimano) ou Trigger (Sram) e giratórios conhecido grip shifter ou twist shifter

Sram Trigger Shifter
Twist Shifter
Shimano Rapidfire
Dual Control

Observações:

Os câmbios traseiros da Sram tem uma tem a atuação na razão de 1:1 (os da Shimano são 2:1) o que exige o trocador também da Sram, mas a há também modelos desta marca compatíveis com os câmbios da Shimano que são os modelos Attack, Centera e MRX.

A Shimano não fabrica trocadores rotativos, mas tem conjuntos integrado e a Sram não fabrica conjunto integrado de trocador com manete de freio.



Marchas

A prática do Mountain Bike exige que a bike tenha uma relação de marchas adequadas para enfrentar as subidas que se encontra nos percursos. A quantidade de marchas de uma Mountain Bike não é o fator principal, mas o que importa é amplitude entre a marcha mais leve (para subir) e a mais pesada (para velocidade). Nas bicicletas de 18 e 21 marchas esta amplitude é pequena e as marchas são concentradas numa gama mais apropriada para cidades, tem se uma opção paliativa de se usar o que chamamos de “Megaranger”, que consiste em uma engrenagem maior para a primeira marcha, porém causa uma diferença muito grande entre a primeira e segunda marcha e em diversas subidas você achará a primeira marcha muito leve e quando põe na segunda, ela fica muito pesada. Veja comparação visual abaixo.

     

Para as bikes de 24 marchas há opções de cassetes com uma primeira marcha com 32 dentes e a segunda com 28 dentes o que dá uma boa relação, mas não são todas assim. Os cassetes com a relação 32x11 tem uma boa progressão entre as marchas, porém o 34x11(MEGARANGER) tem a segunda marcha com 26 dentes.

Moral da história: se vai comprar uma MTB p/ trilha não compre bike com 18, 21 ou 24 marchas

 


Pedais


Tradicional c/ firma-pé

Hibrido

SPD

Egg Beater


A prática do Mountain Bike exige algum sistema de fixação dos pés sobre os pedais. Existem dois sistemas de fixação: o firma pé e o pedal de encaixe.

O firma pé é um acessório composto de uma cinta com fivela especial e um suporte em forma de "U" deitado que são colocados nos pedais comuns.

O pedal de encaixe, mais conhecido como SPD (Shimano Pedaling Dinamics), necessita de uma sapatilha especial que possui na sola um taquinho que se fixa no pedal. Existem também pedais híbridos de um lado possui o encaixe tipo SPD e do outro uma plataforma como nos pedais tradicionais.

O melhor custo beneficio são os modelos 520 da Shimano, funcionam bem com lama e tem um custo por volta dos 150 reais.

Existem também os modelos Egg Beater (batedor de ovos), mas tem um custo muito elevado e o taquinho gasta muito rápido.

Firma pé versus SPD

A diferença de preço entre os dois é brutal. O SPD mais sapatilha fica, no mínimo, 10 vezes mais caro que o firma pé.

A performance do SPD é fantástica. Com ele você sente que suas pernas e pés fazem parte da bike com um pedalar redondo, onde pode-se pressionar e puxar os pedais com toda a firmeza

O desencaixe dos pés no SPD é mais rápido e fácil que no firma pé. No firma pé, para se ter mais performance, é preciso apertar bem a cinta, porém diante de um trecho crítico ou quando se vai por os pés no chão é necessário desapertá-lo antecipadamente e esta operação, de apertar e desapertar, é feita manualmente. No SPD tudo se faz sem contato manual.

No barro e na lama. Nestas condições fica difícil o engate e o desengate do SPD pode ficar critico dependendo do modelo, por isso escolha um modelo adequado como o Shimano 520


Guidom


Guidom reto

Guidom curvo

A escolha do guidom pode ser técnica, quando se faz um bike fit por exemplo ou por gosto. Um guidom reto possibilita melhor colocação de acessórios.

Outro item que ajuda na formatação do bike fit é o comprimento e angulo da mesa ou avanço.

O barend é um acessório que ajuda na empunhadura nos sprints e subidas.

Controltech Control Stumpy Stix      
                  Barends                               Mesa ou Avanço

 


Pneus

Dianteiro

Traseiro

O mercado está bem abastecido de modelos de pneus com preços variando entre 30 e mais de 200 reais ou mais caro. Existem desenhos especiais de pneu, sejam eles dianteiros ou traseiros, para uso em diversos tipos de terrenos.

 

Nas Mountain Bikes de renome, os pneus são bastante apropriados para uso em diversos tipos de piso em terra (lama, areia, cascalho etc), os pneus mostrados nas fotos ao lado mostram dois desenhos de excelente performance em diversos tipo de piso. Estes pneus duram em torno de 3 mil km em uso misto(terra e asfalto). Para uso especifico em asfalto existem pneus tipo "slick".

 

Atualmente tenho usado pneus da marca Schwalbe, a marca possui um grande linha de pneus

veja catalogo -http://schwalbe.com/language/ebooks/por/index.html

 


Selim

Mesmo sendo um corredor de maratona, você não irá conseguira pedalar mais do que uma hora sem começar a sentir os efeitos deste assento chamado selim.

Não adianta um selim grande, forrado com gel e até ter molas, pois se você for um iniciante terá neste fator sua maior limitação. Um selim com todos os itens acima irá ampliar o limite de uso contínuo que você poderá fazer dele mas não espere conseguir mais que 1h30 ou 2h sem sentir dores nos fundilhos.

A solução para isso é um uso progressivo, onde se amplia aos poucos os limites de uso.

Se você vai praticar seriamente o Mountain Bike, o selim original é, normalmente, bem adequado e associado a uma bermuda especifica para pedalar, aquelas com forro, proporcionam um bom resultado.

Usar vaselina ou cremes específico nas partes de maior contato do corpo com o selim é bastante útil.


Acessórios
 Hidratação

 

O mais tradicional e antigo recipiente para levar líquidos na bike é a "Caramanhola" ou em uma denominação mais atual "Squezze".

Hoje temos a disposição as mochilas de hidratação com capacidade de vários litros de água e com modelos que tem compartimentos para outros itens.

Dica: Nas mochilas de hidratação você pode congelar o compartimento de água e embrulhá-lo em jornal (2 ou mais camadas) assim a água permanece gelada por mais de 5 horas. IMPORTANTE leve água na caramanhola, pois você poderá ficar com apenas gelo na mochila.



Ferramentas e peças sobressalentes

O segundo item na lista e igualmente indispensável são as ferramentas que devem estar acondicionadas em uma bolsa sob o selim. Não recomendo manter as ferramentas em uma bolsa de cintura, pois em caso de queda, elas podem te machucar.

Uma coisa que você tem que ter sempre é a câmara de ar de reserva. Os outros itens podem ser divididos pelo grupo, entretanto, se você que ter certeza que nunca ficara na mão tenha o kit completo. Veja relação abaixo:

1 câmara de ar. Veja se o bico é igual ao usado na sua bike. Se sua bike usa ambos os bicos, prefira os de bico grosso - são mais resistente. Caso só sirva as câmaras de bico fino, você pode alargar o furo do aro para o uso do bico grosso.
1 "macgiver" (conjunto de chave em tipo canivete contendo chave de fenda, chave philips e chave allen).
Jogo de espátulas para tirar o pneu do aro.
1 kit de remendo (caso fure mais de uma vez o pneu).
1 chave para abrir corrente. (ATENÇÃO: se quiser coisa que preste e funcione compre da Park-Tool, é bem mais cara, mas vale a pena)veja foto
1 chave de raio para alinhar a roda. Esta ferramenta é raramente usada e quem for usá-la precisa saber o básico para alinhar uma roda.
1 bomba de ar.

Dica- proteja a camara de ar ao levá-la junto com outras ferramentas, pois o atrito pode danificá-la.

Com este kit de ferramentas é possível fazer, em bikes modernas, a maioria dos reparos de emergência durante um passeio, mas, para ter certeza, confira junto a bike se não há algum tipo de parafuso ou porca que necessitam de um tipo especifico de chave (Não estou falando das ferramentas especiais).

Possíveis ferramentas para bikes que precisam de chave fixa

  • 1 chave fixa (de boca) 14 ou 15 mm para bikes que não têm desengate rápido para as rodas.
  • 1 chave fixa de 10 mm

 


Óleo para corrente

Podemos usar óleo de motor para lubrificar a corrente, alias este tipo de óleo (grosso) é o recomendado para usar sob tempo chuvoso e com muito barro.

Existem no mercado diversas marcas no mercado que fazem óleos específicos para as correntes de bike, com destinação diferentes, os óleos para tempo seco deixam a corrente limpa e produzem um melhor resultado na manutenção, mas tem que lubrificar a cada passeio, sem contar que uma chuva durante o passeio vai deixar a corrente sem lubrificação.

Atualmente estou usando o Clean Ride, que é mais uma cera que óleo, porém levo sempre comigo um frasco de óleo grosso para caso de chuva no meio do passeio

                                                                                 

                                                              Seco                 Intermediário                  Grosso


 

Ciclocomputador

Também conhecido com "cateye" (pronuncia-se catai). A famosa marca graças a excelente qualidade acabou virando sinônimo de ciclocomputador.

O Cateye é uma fonte de informação que nos distrai e é útil ao determinar parâmetros. Existem inúmeros modelos, mas é interessanre que o mesmo tenha no minimo as seguintes funções:

  • Velocidade instantânea
  • Velocidade máxima
  • Velocidade média
  • Odômetro total
  • Cronometro

Há modelo com e sem fio, nos modelos com fio de preferencia aos que tem um fio mais reforçado como o modelo enduro da Cateye.


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Farol e lanterna

Se você pretende fazer trilha a noite irá com certeza precisar de um farol. Existem vários modelos. Veja aqui o teste de alguns destes faróis

Uma lanterna traseira, que custa por volta de 40 reais, proporciona a segurança necessária.